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Boletim da Fiocruz aponta aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em MT | Mato Grosso

 Boletim da Fiocruz aponta aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em MT | Mato Grosso


Mato Grosso registrou aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na população adulta no final do mês de abril se comparado com os meses de fevereiro e março. O estudo foi divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no boletim ‘InfoGripe’, nesta quinta-feira (5).

A principal suspeita para esse aumento, segundo os pesquisadores da instituição, é que esse sinal de possível aumento entre adultos esteja associado à Covid-19.

Conforme o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Sáude (SES-MT), na segunda-feira (2), o estado registrava no acumulado desde o início da pandemia 734.042 casos confirmados da Covid-19 e 14.899 óbitos em decorrência do coronavírus.

Do total de casos confirmados, 149 estavam em isolamento domiciliar. Havia ainda 24 internações em UTIs públicas e 23 em enfermarias públicas.

De acordo com a pesquisa da Fiocruz, 14 estados apresentaram sinal de crescimento da doença até a semana 17 deste ano, que corresponde ao período de 24 a 30 de abril. Além de Mato Grosso, aparecem na lista Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

Os demais estados apontam sinal de queda ou estabilidade na tendência de longo prazo.

Entre fevereiro e março, a maioria dos casos de SRAG eram notificados em crianças, no entanto, o cenário começou a mudar em abril. Segundo a Fiocruz, na população adulta, observa-se sinal indicativo de início de crescimento ao final do mês de abril.

Em 20 dos 27 estados observou-se ao menos uma macrorregião de saúde com sinal de crescimento: Acre, Amazonas, Amapá, Pará e Roraima no Norte; Alagoas, Ceará, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte no Nordeste; Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo no Sudeste; Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no Centro-oeste; e Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina no Sul.

No recorte das capitais, Cuiabá também está entre as cidades com sinal de crescimento da Síndrome.

Conforme o levantamento, das 27 capitais, uma integra macrorregião de saúde em nível pré-epidêmico (Palmas), quatro estão em macros em nível epidêmico (Natal, Porto Velho, São Luís e Teresina), 20 estão em macros em nível alto (Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória), duas em nível muito alto (Brasília e Florianópolis), e nenhuma em nível extremamente alto.



Fonte G1