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Feira traz tecnologia de ponta, reúne setor e consolida costa leste de MS como potência florestal no Brasil | Mato Grosso do Sul

 Feira traz tecnologia de ponta, reúne setor e consolida costa leste de MS como potência florestal no Brasil | Mato Grosso do Sul


Fato que Mato Grosso do Sul, em específico a costa leste do estado, é um dos principais polos do setor florestal brasileiro. Segundo dados compilados pela Famasul, a comercialização de produtos florestais entre janeiro e março deste ano ultrapassou 1,09 milhão de toneladas, número 15,4% superior às 946,2 mil em volume exportados no mesmo período de 2021. Por este e outros motivos e de forma estratégia, que Três Lagoas é palco para a “Show Florestal”, nova feira para o seguimento.

Com tecnologia de ponta e reunindo produtores e empresas do mundo todo, a feira apresenta para os integrantes do setor novidades de forma imersiva na eucaliptocultura.

“A feira é um evento para proporcionar a imersão e conhecimento na eucaliptocultura, desde o plantio, manejo das plantas, colheita e até ao transporte. O foco da feira é mostrar toda a cadeia produtiva da madeira e proporcionar ao visitante uma imersão”, detalhou o CEO da Malinovski – empresa que organiza o evento -, Ricardo Ancelmo Malinovski.

Ao todo, a feira deve receber mais de 7 mil pessoas em Três Lagoas, fechar inúmeros negócios e movimentar a economia para todo setor florestal. Para se ter uma ideia da potência do evento, quatro meses antes do encontro, hotéis da região já estavam com pouquíssimas vagas.

Mais de 130 expositores de empresas de pequeno, médio e grande porte expuseram aos visitantes os serviços e produtos a várias pessoas. A feira vai até esta quinta-feira (26), em Três Lagoas, no AerenaMix.

Máquina planta 3 mudas de eucalipto a cada 11 segundos. — Foto: José Câmara/g1 MS

Com a pandemia, o setor florestal, bem como outros do segmento do agro, estava represado. As feiras de exposição são momentos para trocar ideias e saber sobre as novidades dos setores. De forma assertiva e com entusiasmo, a “Show Florestal” trouxe com proximidade novos produtos para todas as escalas do setor.

Entre as empresas que estão no local, a Arbogen, do ramo de mudas de eucalipto, apresenta novas possibilidade de clones para os produtores e formas para aumentar a eficiência das produções por meio do melhoramento genético.

A empresa oferece novos materiais genéticos, como clones, visando otimizar o mercado, retirando doenças, pragas, déficit hídrico e muitas outras demandas que são expostas pelo setor florestal.

“Mato Grosso do Sul é o maior comprador de mudas do Brasil, esse crescimento já vem há alguns anos. Fazemos os testes do começo até os plantios pré-comerciais. Temos todas as fazes espalhadas pelo estado inteiro. As grandes empresas têm seus programas de melhoramento. Os pequenos e médios produtores não tem esse melhoramento e acesso a esses materiais, a nossa função é trazer novos produtos para o mercado em geral, porém queremos trazer opções. A gente consegue oferecer outras produções aos produtores. Por exemplo, usamos os clones para aumentar a produção. Se temos um clone que produz 11 toneladas por celulose e outro que produz 13 toneladas, imagina a diferença? Isso que fazemos”, detalha Gabriela Monera diretora da Arbogen.

Mato Grosso do Sul é um estado com o relevo plano, assim, proporcionando melhor solo para as plantações das florestas plantadas. Dentro do setor, a fase de plantio sempre foi desafiadora para as empresas que produzem máquinas para o seguimento.

Em grande parte das plantações, a ação é feita por pessoas. Porém, na Show Florestal, a Komatsu – gigante em maquinários agrícolas, levou uma novidade ao setor. Veja foto acima.

“Nossa máquina foi produzida para atender a demanda de plantio mecanizado, é uma máquina automatizada. Todo o processo de plantio ele se torna automático, o operador não tem interferência, ele não faz movimentos para plantar, apenas acompanha a máquina para que ela não tenha nenhum desvio”, apresenta o representante da Komatsu, Erico Picinatto Junior.

Mudas são colocadas manualmente, após, todo o processo é feito pela máquina. — Foto: José Câmara/g1 MS

A máquina faz o plantio de 808 mudas por hora. Cerca de três mudas são plantadas em apenas 11 segundos. “A máquina desce, planta, irriga a muda e já georefencia a muda, então pelo satélite o produtor vai saber onde é que está a muda. Hoje você precisa de 10 pessoas para fazer só o trabalho do plantio e depois você precisa de mais 30 pessoas para o restante das atividades que essa máquina faz. Em média, com a máquina, você deixa de contratar quase 15 pessoas”.

Plantio de eucalipto em Três Lagoas (MS) — Foto: Eldorado Brasil/ Reprodução

Para 2030, a meta estipulada pelo setor florestal era que Mato Grosso do Sul tivesse 1 milhão de hectares com florestas plantadas. Porém, a meta foi batida bem antes, em 2017, com 1,1 milhão de hectares plantados conforme dados apresentados pelo diretor técnico da Famasul, Clóvis Tolentino Júnior.

“A China é nossa maior compradora. Tivemos um aumento enorme entre 2010 e 2021, os números de hectares plantados saltou de 341 mil para 1,1 milhão. Em 2017 batemos a meta que tínhamos estipulado para 2030. Isso se deu muito pela troca de áreas de pastagens que estavam degradadas e se tornaram florestas plantadas”, comentou Clóvis.

Neste processo de crescimento em Mato Grosso do Sul, uma das principais associações que ajuda a alavancar em políticas públicas e acordos para o setor é a Reflore MS. A associação possuí 18 empresas do segmento florestal associadas.

“O setor de florestal de Mato Grosso do Sul tem muita relevância no cenário nacional. Hoje temos uma base florestal muito forte. Em 15 anos crescemos muito. Temos a chance e uma necessidade. Hoje produzimos 5 milhões de toneladas por ano e podemos saltar para 15 milhões de toneladas daqui uns anos. Em 2024 está prevista ser 8 milhões de toneladas colhidas”, destrincha o diretor executivo da Reflore MS, Benedito Mário Júnior.

MS tem vários hectares cultivados com eucalipto, matéria-prima do setor de celulose — Foto: Divulgação/Fibria

Cerca de 75% da produção florestal em Mato Grosso do Sul está com empresas associadas à Reflore. Para Benedito, o estado é pujante e tem chance de se destacar para além da celulose com as matérias-primas.

“A Reflore fez um grande alicerce para esse segmento. Temos uma coesão muito forte e três frentes de trabalho: prevenção e combate ao incêndio; controle e prevenção de pragas; e o grupo de trabalho e meio ambiente. O setor é pujante e transformou a região leste, inclusive Três Lagoas”, diz Benedito.

Entre as empresas que faz com que Mato Grosso do Sul se destaque cada vez mais no setor florestal, a Suzano está em expansão no estado ampliando para mais uma planta de processamento, em Ribas do Rio Pardo. O atual investimento é de R$ 14 bilhões, com a fábrica tendo capacidade de produção de 2 milhões e 300 mil toneladas de celulose por ano.

“A Suzano tem total interesse de expansão e desenvolvimento no setor florestal. A gente se sente parte do desenvolvimento da parte leste do estado, contribuindo para o desenvolvimento, não só do setor florestal, mas também da comunidade que estamos inseridos como todo. Estar na Show Florestal é uma oportunidade muito interessante, seja para fechar novos negócios, novas parcerias ou aprofundar aquelas que já existem. Sempre é benéfico solidificar essas parcerias. Também é de interesse nosso mostrar para a população o quanto estamos próximos com vários benefícios, sejam os ambientais e ações que geram muito valor para a comunidade que estamos inseridos”, pontua Janssen Barroso Fernandes, gerente executivo de operações florestais.

Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:



Fonte G1

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