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Júri concede regime aberto a mulher que gravou vídeo confessando morte do namorado em Ituverava, SP | Ribeirão Preto e Franca

 Júri concede regime aberto a mulher que gravou vídeo confessando morte do namorado em Ituverava, SP | Ribeirão Preto e Franca


De acordo com o promotor de Justiça Erton Evandro de Sousa David, Cláudia pegou quatro anos e seis meses de condenação pelo crime de homicídio simples privilegiado, prerrogativa para diminuição da pena, e mais seis meses pelo crime de embriaguez no volante.

A ré deve cumprir toque de recolher noturno, comparecer mensalmente ao fórum da cidade e não pode mais dirigir, segundo o promotor.

O g1 tenta contato com a defesa de Cláudia, mas até a publicação da matéria, não obteve retorno.

A autônoma foi condenado por atropelar e matar o namorado em dezembro de 2019. O caso ganhou repercussão porque na época, logo após o crime, ela gravou um vídeo confessando ter matado o companheiro.

Antes ao julgamento, os advogados de Cláudia, Christofer Ravagnani e Bruno Neves, alegavam que a mulher teria agido em legítima defesa. Segundo Ravagnani, o objetivo era alcançar a absolvição da autônoma.

“A defesa alega, em síntese, que a Cláudia agiu em legítima defesa, isto é, se ela não tivesse agido do modo que agiu, hoje, a Cláudia seria mais uma estatística e provavelmente nós estaríamos fazendo o júri não da Cláudia, mas do Adriano. Tinha um histórico de agressão, medida protetiva, todo um contexto de violência doméstica”, afirma.

Assista à reportagem exibida no EPTV 1 de 30/12/2019:

Mulher mata companheiro atropelado e confessa crime em vídeo em Ituverava,SP

Mulher mata companheiro atropelado e confessa crime em vídeo em Ituverava,SP

Segundo informações do boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta na noite de 28 de dezembro de 2019. Na ocasião, Adriano, que tinha 45 anos, morreu após ser atingido duas vezes pelo carro dirigido por Cláudia, no bairro Marajoara.

Na época, a Polícia Militar informou que a mulher tinha atropelado o namorado após encontrá-lo em frente à casa dela. Testemunhas alegaram que o homem ainda teria tentado se levantar e fugir, mas foi atropelado uma segunda vez antes de morrer.

Adriano foi arrastado por alguns metros e ficou preso nas ferragens. O corpo dele foi removido debaixo do carro com a ajuda de moradores.

Pouco antes da chegada das equipes, Cláudia começou a gravar um vídeo, em que confessou o crime. Nas imagens ela disse que estava sendo ameaçada de morte por ele.

“Matei. Matei porque ele falou que eu ia morrer […] Se eu tiver que chorar, eu vou chorar, porque eu amo, mas de arrependimento eu não vou chorar. Ele me fez sofrer”, disse na gravação.

Cláudia Aparecida Fernandes Nascimento vai a júri popular nesta quinta-feira (26) em Ituverava (SP) — Foto: Reprodução/ Redes sociais

Segundo o advogado Christofer Ravagnani, o vídeo foi gravado em um momento em que Cláudia estava tomada pela emoção e tinha como objetivo deixar claro às testemunhas que não tinha intenção de fugir do local.

“Ela fez o vídeo porque na hora que ela acabou de cometer o fato ela estava tomada por emoção, conforme o vídeo demonstra. Ela só fez o vídeo porque na hora ela olhou para o lado e viu todo mundo filmando, então ela falou: ‘olha, não precisa de vocês gravarem, porque eu não vou fugir, eu não sou uma criminosa'”, diz Ravagnani.

Ainda enquanto Cláudia gravava o vídeo, era possível ouvir o som de sirenes no local. A mulher se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas teve a embriaguez constatada por um médico legista.

A autônoma chegou a ficar presa por cerca de dois meses, mas obteve na Justiça o direito de responder em liberdade.

*Sob supervisão de Vinícius Alves

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Fonte G1

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