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Pousos e decolagens no aeroporto de Goiânia despertam paixão pelos aviões em menino com paralisia cerebral | Jornal Nacional

 Pousos e decolagens no aeroporto de Goiânia despertam paixão pelos aviões em menino com paralisia cerebral | Jornal Nacional


As manhãs de Hygor começam com olhares e ouvidos atentos nos pousos e decolagens. O menino de oito anos nasceu com uma paralisia cerebral, que trouxe limitações, mas não o impediu de se apaixonar pelos aviões.

Repórter: Vocês descobriram essa paixão dele, esse amor, por causa do barulho aqui?

Sônia Brito, mãe: Ele gritava muito, ele gritava muito mesmo. Ele às vezes parava de fazer o que estava fazendo para escutar a zuada do avião. Aí ele queria ir lá para fora.

A casa onde ele mora, com a mãe e o irmão, fica próxima ao aeroporto de Goiânia e ele não se contenta em ficar só na porta não. Quase todo dia, eles terminam no capô do carro, observando os aviões.

“A gente vai, fica nessa parte do hangar e aí ela sobe em cima do carro com ele. E aí ele fica vendo. O mais próximo que a gente chegou de avião foi isso”, conta a mãe.

De tanto ver as reações do filho, Sônia decidiu fazer um pedido para a administração do Aeroporto Santa Genoveva: que o filho pudesse conhecer um avião mais de perto – detalhe, um dos grandes. Como como negar um pedido desses?

Hygor e a família chegaram como visitantes de honra, com uma agenda preparada, horários e procedimentos de segurança, cumpridos por todos. E Hygor ganhou até um crachá personalizado para esse evento. Era o passaporte para conhecer um universo que ele já admirava de longe. Agora, de perto, é ainda mais apaixonante.

Eles tiraram fotos e puderam ver os pousos e decolagens mais de pertinho e com todos os detalhes. O menino conheceu a cabine e sentou ao lado do comandante. Vinte minutos dentro da cabine, prazo exato para os passageiros embarcarem rumo ao Recife.

No passeio teve até cerimônia de batismo. Caminhões dos bombeiros jogaram jatos d´água para homenagear a primeira visita oficial do menino apaixonado por aviões.

“Ele é muito determinado. O que ele quer ele fala que vai conseguir, e realmente consegue”, diz a mãe.

“Quando você olha uma criança que nunca viajou de avião e tem isso, a gente vê que uma coisa que realmente mexe com as nossas emoções, que mexe com o imaginário, e agora o nosso desafio é fazê-lo agora voar de avião de verdade”, afirma Rodrigo Côrtes, gerente executivo.

Que esse voo chegue logo, para termos um pouco mais desse sorriso tão alegre.



Fonte G1

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