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Tefé, no AM, registra cinco casos de estupros de crianças e adolescentes no fim de semana | Amazonas

 Tefé, no AM, registra cinco casos de estupros de crianças e adolescentes no fim de semana | Amazonas


A cidade de Tefé, interior do Amazonas, registrou entre a sexta-feira (27) e domingo (29) cinco casos de estupro de vulnerável, tendo como vítimas crianças e adolescentes. Em um dos casos, Justiça decretou a prisão preventiva da mãe da vítima porque teria sido conivente com os atos do agressor, inclusive o auxiliando na fuga. Os dados foram divulgados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas, nesta segunda-feira (30).

Fim de semana tem registro de cinco estupros de vulnerável em Tefé

Fim de semana tem registro de cinco estupros de vulnerável em Tefé

De acordo com o Tribunal, em decisão no sábado (28), o juiz de Direito André Luiz Muquy decretou a prisão preventiva da mãe da criança por entender uma conduta omissa, “permitindo a concretização de um resultado criminoso”, e que medidas cautelares diversas da prisão não seriam suficientes uma vez que, em liberdade, a mãe poderia influenciar futuras declarações da vítima”. Ainda, conforme os autos, a mulher teria colaborado para a fuga do acusado, quando a polícia foi à residência em busca do deste.

Em outro caso registrado no plantão de final de semana na Comarca de Tefé, uma adolescente relatou ter tomado coragem para denunciar que a irmã menor sofria abusos, após participar na escola de atividades relacionadas à campanha “Maio Laranja”, que acontece neste mês em todo o País e reforça a conscientização sobre a importância do combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

“Recentemente houve um grande aumento de relatos destes abusos, acredito que isso não signifique que temos mais agressões sexuais, e sim que campanhas como o ‘Maio Laranja’ têm passado uma maior segurança para que as vítimas denunciem os abusos, sabendo que encontrarão amparo do Estado”, disse o magistrado André Luiz Muquy.

Esses atos de violência, destacou o magistrado, se iniciam quando a criança tem em torno de seis ou sete anos, e vai se perpetrando até que haja alguma intervenção.

“A criança começa a aceitar aquilo como algo normal, fazendo parte de sua realidade, muitas vezes mantendo até um convívio harmonioso com o agressor. Nessa situação a maioria das vítimas é do sexo feminino, e infelizmente, às vezes há uma conivência da genitora ou responsável, que por medo de perder o provedor do lar – em alguns casos -, coloca-se em um estado de ignorância proposital”, analisou, por meio da assessoria.



Fonte G1

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