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Acusado de matar advogado por engano em Maceió é condenado a 24 anos de prisão | Alagoas

 Acusado de matar advogado por engano em Maceió é condenado a 24 anos de prisão | Alagoas


Antônio Wendell de Melo Guarniere, acusado de ser executor do advogado Nudson Harley, morto em julho de 2009, foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão. A decisão foi dada pela juíza Livia Mattos da 8ª Vara Criminal da Capital Tribunal do Júri. O julgamento começou na manhã desta terça-feira (31) no Fórum de Maceió e terminou por volta das 22h.

Harley teria sido morto por engano, no lugar do juiz aposentado Marcelo Tadeu. O ex-delegado-geral da Polícia Civil Paulo Cerqueira chegou a ser apontado pelo executor como mandante do crime, mas o processo contra ele foi extinto. Guarnieri contou à polícia que Paulo Cerqueira o contratou para matar Marcelo Tadeu.

O advogado Nudson Harley usava um orelhão quando, segundo a polícia, dois homens armados em uma moto chegaram atirando. O advogado era de Belo Horizonte e estava prestando serviços a uma construtora de Alagoas. Segundo inquérito da Polícia Federal, as evidências indicam que o advogado foi morto por engano no lugar do então juiz Marcelo Tadeu.

O orelhão utilizado pela vítima ficava na calçada de uma farmácia em Mangabeiras, Maceió, onde o então juiz Marcelo Tadeu havia estacionado o carro. Ele saiu do veículo, mas atravessou a pista e entrou em outra farmácia, em frente ao local onde o carro ficou estacionado.

Carteira de identificação do advogado Nudson Harley Mares de Freitas, morto no dia 3 de julho de 2009, em Mangabeiras — Foto: Reprodução/TV Globo

O juiz aposentado acredita que o atentado contra ele foi motivado pelas suas decisões quando atuava no judiciário, combatendo coronelismo e crimes de mando.

“Uma decisão dessa natureza, tão arbitrária e tão cruel, só pode ter relação com a minha atuação contra gangue fardada, prisão do chefe da gangue fardada, intervenção no grupo sucroalcooleiro, depois a minha intervenção em municípios do interior onde anulei títulos de eleitor”, disse o magistrado em entrevista à imprensa em 2021.

Juiz aposentado Marcelo Tadeu, em 2016, relembrando o crime no local onde o atentado aconteceu — Foto: Reprodução/TV Globo

Ex-delegado-geral da Polícia Civil virou réu e teve ação penal extinta

Em abril de 2021, a Polícia Federal (PF) indiciou o então delegado-geral da Policia Civil de Alagoas (PC-AL), Paulo Cerqueira, pelo assassinato do advogado Nudson Harley. Segundo a PF, os elementos contidos nos autos do processo mostravam que o delegado tinha envolvimento no crime na condição de mandante.

Um dia depois da divulgação do indiciamento, Paulo Cerqueira entregou o cargo de delegado-geral. Por meio de nota à imprensa, ele afirmou ser inocente e disse que a PF se equivocou ao indiciá-lo.

No começo do mês de maio de 2022, A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) determinou, a extinção da ação penal contra o delegado da Polícia Civil Paulo Cerqueira. A decisão da Justiça não significa que o réu tenha ganhado ou perdido a causa, mas, apenas, que o processo não poderá prosseguir, por causa da “ausência de justa causa para o exercício da ação penal”.

Diretor-geral da Polícia Civil de Alagoas, delegado Paulo Cerqueira — Foto: Carolina Sanches/G1

VÍDEO: Evidências de que Paulo Cerqueira foi mandante do crime

PF indicia delegado-geral da Polícia Civil de AL pelo assassinato de advogado em 2009

PF indicia delegado-geral da Polícia Civil de AL pelo assassinato de advogado em 2009

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Fonte G1

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