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Cigarro eletrônico: conheça os riscos para saúde mental

 Cigarro eletrônico: conheça os riscos para saúde mental


Cigarro eletrônico: conheça os riscos para saúde mental

conforme os especialistas, uma vez instalada, a dependência relacionada ao cigarro eletrônico demandará acompanhamento especializado. Foto: Divulgação

Produto em ascensão sobretudo entre o público jovem, o cigarro eletrônico – também conhecido como vape e pod – vem acendendo importantes alertas. O uso do dispositivo, segundo as Diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil e da Organização Mundial da Saúde (OMS), foi equivocadamente introduzido no mercado como alternativa ao cigarro convencional, apesar da proibição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que veda a sua comercialização.

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Como orienta o psiquiatra Helder Gomes, diretor clínico do Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM), equipamento vinculado à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), são muitos os riscos da prática do uso do cigarro eletrônico. “Os cigarros eletrônicos vêm disfarçados com aromas e sabores agradáveis, pouco incômodos, capazes de atrair, principalmente, a população jovem. Portanto, parecem socialmente aceitáveis. No entanto, a grande substância capaz de gerar dependência é a nicotina, que está presente nos vapores liberados, inclusive, em concentrações superiores às encontradas nos cigarros convencionais. Além disso, são encontrados solventes químicos tóxicos, como partículas de metais em suas baterias”, esclarece.

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Conforme o especialista, uma vez instalada, a dependência relacionada ao cigarro eletrônico demandará acompanhamento especializado, a exemplo daquela causada por álcool, cocaína, maconha e crack. “Nos estudos psiquiátricos em atividade, percebe-se a necessidade de realização de tratamento, considerando que há pessoas que, embora motivadas, não conseguem abandonar a prática. Ou seja, há uma necessidade de atenção psicológica ou psiquiátrica, já que a nicotina causa sintomas de abstinência, gerando uma grande fissura e um desejo de fazer uso do dispositivo”, explicou.

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O psiquiatra destacou também que alguns males devem aparecer, com mais frequência, em longo prazo. Porém, os riscos para a saúde mental já são evidentes. “Se você faz uso de cigarro eletrônico, o ideal é que possa interrompê-lo em virtude de problemas físicos que podem surgir, a exemplo dos pulmonares e dos cardiovasculares, que trazem risco de infarto e de acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Já as repercussões psíquicas podem gerar tontura, dor de cabeça, tremores e irritabilidade, devendo ser acompanhadas por assistência médica para auxiliar a interrupção do uso”, orienta.

Por fim, o médico lembrou que, em virtude da ausência de segurança, aqueles que não fazem uso do dispositivo devem se manter distantes dessas substâncias.

 

 



Fonte: R7

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