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Operação ‘Má Influência’: blogueiro suspeito de integrar esquema de venda de anabolizantes e lavagem de dinheiro é ouvido em Uberlândia | Triângulo Mineiro

 Operação ‘Má Influência’: blogueiro suspeito de integrar esquema de venda de anabolizantes e lavagem de dinheiro é ouvido em Uberlândia | Triângulo Mineiro


O blogueiro Lohan Ramires, preso durante a Operação “Má Influência”, foi ouvido nesta terça-feira (7) na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Uberlândia. A oitiva durou 3 horas. Ele, que é suspeito de integrar esquema de venda de anabolizantes e lavagem de dinheiro, permanecerá preso preventivamente.

Durante o depoimento, Lohan afirmou que comprou 559 canetas de hormônio para uso pessoal, pois utilizava 36 unidades por semana. Ele também falou que a Porshe era um sonho de consumo, mas que não era dele, já que a vendeu logo depois da compra.

Em relação à BMW, que não foi encontrada na operação, ele terá um prazo de 24 horas para entregar para o Gaeco. Na segunda-feira (6), a mãe e o irmão de Lohan já haviam sido ouvidos.

Preso na Operação 'Má Influência', Lohan Ramires deixa a sede do Gaeco após prestar depoimento

Preso na Operação ‘Má Influência’, Lohan Ramires deixa a sede do Gaeco após prestar depoimento

Operação Má Influência

O vendedor de celulares com mais de 500 mil seguidores nas redes sociais, Lohan Ramires, foi preso no dia 27 de maio por suspeita de tráfico de drogas e entrada de medicamentos proibidos no país. Ele tem 29 anos e se intitula em uma rede social como “blogueiro”.

A prisão ocorreu na residência da família em um condomínio no Setor Sul, área nobre da cidade. A mãe dele, Cláudia Ramires, também foi presa por suspeita de lavagem de dinheiro. No imóvel, foram apreendidos anabolizantes, joias, bens de alto valor, uma caminhonete, um carro, além de dinheiro em espécie.

A operação também teve outros alvos, entre eles, o irmão de Lohan, Arthur Ramires. Ele foi preso por suspeita de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, falsidade ideológica e falsificação de produtos farmacêuticos.

Lohan Ramires foi preso na Operação Má Influência — Foto: Instagram/Reprodução

A Operação “Má Influência” foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Coordenadoria Regional da Ordem Econômica e Tributária do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) com apoio das polícias Civil e Militar e é um desmembramento da Operação “Diamante de Vidro”, realizada em agosto de 2021 (relembre abaixo).

Segundo o coordenador do Núcleo de Acompanhamento Criminal da Secretaria de Estado de Fazenda, Flávio Andrada, a partir de agora, um desdobramento da Operação “Má Influência” vai investigar a comercialização de medicamentos restritos. Será a Operação “Popeye”, que, segundo ele, está investigando 125 pessoas em várias cidades de Minas Gerais, suspeitas de comprarem as medicações.

Deste total, mais de 80 investigados são médicos, 22 deles em Uberlândia. A suspeita é que, além da falta de autorização para comercialização, as mercadorias eram adquiridas sem o pagamento de impostos.

Operação Diamante de Vidro

A operação denominada “Diamante de Vidro” foi em referência ao início das investigações, que ocorreu da prisão de três suspeitos de estarem negociando diamantes em Uberlândia, em junho de 2020. Mas, no decorrer das apurações, foi verificado que o material apreendido não se tratava dessa pedra preciosa.

Em 17 de agosto, 117 mandados de prisão, de busca e apreensão, de indisponibilidade de imóveis e de sequestro de veículos, foram cumpridos em Uberlândia, Araguari, Tupaciguara, Paracatu, Córrego Danta (Centro-Oeste de Minas), Jaíba (Norte de Minas), e em São Paulo (SP).

Ao todo, a Justiça de Uberlândia expediu 46 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de prisão preventiva, além de indisponibilidade de 14 imóveis e sequestro de 27 veículos e 2 embarcações náuticas. A indisponibilidade de bens e de patrimônio dos alvos investigados decretada pelo Poder Judiciário é de até R$ 13 milhões.

No dia 3 de setembro, o principal alvo da operação foi preso ao chegar em Uberlândia. Ele tinha saído de São Paulo e foi detido em um ônibus de transporte interestadual em um dos acessos à cidade. O suspeito utilizou documento falso para comprar a passagem de ônibus.

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Fonte G1

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