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Vereador de Curuá se manifesta sobre cassação por quebra de decoro parlamentar: ‘injusto e deveras triste’ | Santarém e Região

 Vereador de Curuá se manifesta sobre cassação por quebra de decoro parlamentar: ‘injusto e deveras triste’ | Santarém e Região


Primeiro vereador a ter o mandato cassado na história do município de Curuá, oeste do Pará, por quebra de decoro parlamentar, Raimundo Brito (PP) se manifestou contra a denúncia que levou a cassação do seu mandato em sessão realizada na segunda-feira (6).

O parlamentar disse que foi surpreendido pelo voto de oito vereadores a favor da cassação. Ele acusado pelo secretário de educação de usar as redes sociais para fazer acusações sem provas e xingar outros parlamentares.

O vereador procurou o g1 para esclarecer que ainda há possibilidade de recorrer à Justiça, que tem direito à ampla defesa durante o processo e para manifestar seu posicionamento em relação à denúncia acatada pela maioria dos parlamentares da Câmara de Curuá.

Raimundo Brito (PP) afirmou que foi surpreendido pela notícia da cassação, que chamou de “injusta e deveras triste”. Ainda segundo ele, foi eleito de forma honesta e vai recorrer até a última instância, se for preciso, para continuar seu mandato.

“Com certeza foi uma articulação que levou à cassação do meu mandato. Tudo isso aconteceu porque fiz várias cobranças nas redes sociais em relação ao uso indevido do dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que é um recurso importante do Governo Federal para o desenvolvimento educacional do município, para suprir outros gastos que não tem relação com a destinação desse recurso”, destacou o parlamentar.

Segundo Raimundo, uma ata que comprova a destinação dos recursos do Fundeb para outras pastas. “Foi lida uma ata durante uma live realizada em uma rede social pela prefeitura que dizia que o dinheiro havia sido destinado para pagamentos como INSS e consignados. Ação que o artigo 71 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 do Fundeb veda por ser um uso indevido”, pontuou.

Ainda conforme o relato de Raimundo, ele não denunciou o caso no Ministério Público por conta da pandemia do novo coronavírus que limitou o acesso presencial em diversas instituições públicas.

“Como vereador, jamais eu poderia deixar de cumprir o meu papel, que é fiscalizar o recurso público, levar a informação até a população sobre o que está acontecendo com o dinheiro público destinado ao município. Na época, não realizei a denúncia, pois todo o trabalho foi exercido em formato híbrido”, disse.

O g1 questionou o vereador se havia algum registro que comprovasse o uso de redes sociais por ele para denegrir a imagem de outros parlamentares.

“O que fiz foram postagens no Facebook e grupos de WhatsApp exigindo explicações e justificavas em relação a destinação indevida do recurso do Fundeb. Em momento algum julguei a vida particular ou pessoal dos meus colegas parlamentares”, enfatizou.

“Quero deixar claro que disputei uma eleição justa. Venho exercendo meu mandato com honestidade e profundo amor pelo povo da minha cidade. Irei recorrer até a última instância se for necessário”, finalizou o vereador Raimundo.

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Fonte G1

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