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Bicheiro Rogério Andrade e o filho, Gustavo, são presos na Região Serrana do Rio | Jornal Nacional

 Bicheiro Rogério Andrade e o filho, Gustavo, são presos na Região Serrana do Rio | Jornal Nacional


O bicheiro Rogério Andrade e o filho, Gustavo, foram presos na Região Serrana do Rio.

Policiais federais encontraram Rogério Andrade e o filho, Gustavo, em um condomínio em Petrópolis, na manhã desta quinta-feira (4).

Os dois são investigados por chefiar uma organização criminosa que explora jogos de azar e paga propina a delegados e policiais civis em troca de proteção.

O Ministério Púbico do Rio e a Polícia Federal revelaram o esquema em maio, na Operação Calígula. Nesta quinta, Gustavo, que era considerado foragido, foi preso quando os agentes entraram na casa.

Já o bicheiro Rogério Andrade, que chegou a ter o nome incluído na lista de procurados da Interpol, não podia ser preso. Na segunda-feira (1º), uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu o mandado de prisão contra ele.

O ministro considerou que faltou demonstrar qual teria sido a participação de Rogério Andrade na conduta criminosa e aceitou o argumento da defesa, de que o pedido de prisão tinha se baseado em provas antigas.

Nesta quinta, assim que fizeram a busca e apreensão na casa, os promotores e os policiais dizem ter encontrado “evidências de permanência das práticas criminosas gravíssimas”. São duas folhas, com anotações feitas à mão.

O MP diz que a documentação, com data de quarta-feira (3), revela “uma sistemática cadeia de corrupção mantida de forma persistente com instituição de segurança pública, mesmo durante períodos, inclusive, que Rogério de Andrade permanecia foragido”.

Com os novos indícios, o Gaeco, Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio, decidiu fazer um novo pedido para que Rogério Andrade fosse preso nesta sexta, e o juiz que está à frente do caso voltou a determinar a prisão do bicheiro.

Na decisão desta quinta, o juiz Bruno Monteiro Ruliere lembra os motivos citados na Operação Calígula para a prisão dos investigados. Diz que “os denunciados integram uma das mais antigas e violentas organizações criminosas do Rio de Janeiro e do Brasil, que há décadas explora jogos de azar cometendo gravíssimos delitos, como lavagem de dinheiro, extorsões e homicídios”.

Rogério Andrade e Gustavo Andrade foram levados para a Superintendência da Polícia Federal do Rio. Na noite desta quinta, pai e filho vão ser encaminhados para um presídio.



Fonte G1